História das Instituições Educacionais Metodista no Rio Grande do Sul

História da Igreja Metodista no Rio Grande do Sul

Capítulo que trata das Instituições Educacionais.

Autor, Rev. João Nelson Betts

João Nelson Betts

Disponível em “Metodismo – Rio Grande do Sul”

INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS

110 Anos de caminhada (1885 – 1995)

A educação foi sempre uma das áreas de ação do metodismo riograndense. Em 1910, além do Colégio Evangélico Misto, iniciado em 1885, em Porto Alegre, e o Colégio União de Uruguaiana, que passou para a Igreja Metodilsta em 1908, haviam mais seis Escolas Paroquiais, com uma matarícula conjunta de quinhentos alunos. Por ocasião da Conferência Anual de 1915, recomendava-se a organização de Escolas Paroquiais onde fosse possível sustentá-las.

Assim, em diferentes períodos dos primeiros cem anos do metodismo gaúcho, funcionaram, por algum tempo, Escolas Paroquiais de nível primário em Porto Alegre, Bento Gonçalves, Caxias, Cruz Alta, Passo Fundo, Erechim, Carazinho, Palmeira das Missões, Ijui, Santo Angelo, São Borja,  Itaquí, Alegrete, Quaraí, Livramento, São Gabriel, Cachoeira do Sul, Osório e Pelotas.

Mas o grande impulso na obra educacional da Igreja Metodista no Estado veio por ocassião das celebrações do Centenário das Missões Metodistas dos Estados Unidos e do Centenário da Independência do Brasil, quando surgiram mais três educandários de nível regional: o Instituto Ginasial de Passo Fundo, em 1919; o Colégio Centenário em Santa Maria, em 1922; e o Instituto Porto Alegre em 1923.

Até o final da década de 1950, os cinco educandários regionais mantiveram o setor de internato para atender os alunos que provinham de localidades onde não havia curso secundário.

Com vistas ao preparo de candidatos ao ministério pastoral, funcionaram junto ao Instituto Porto Alegre, em diferentes oportunidades, uma Escola Bíblica e uma Faculdade de Teologia que, em 1938, uniu-se à do Instituto Grambery de Juiz de Fora, MG. para formar a Faculdade de Teologia da Igreja Metodista do Brasil.

Por gentileza  da direção de nossos educandários regionais, a REDE DE COMUNICAÇÃO METODISTA apresenta a seguir um retrato “três por quatro” como sua contribuição às celebrações dos 110 anos do Metodismo Gaúcho (1885 -1995).

Fev.1995          João Nelson Betts

Veja abaixo a sequência das contribuições:

Escolas Paroquiais

Colégio Americano

Colégio União

Instituto Educacional – IE

Colégio Centenário

Instituto Porto Alegre  – IPA

ESCOLAS  PAROQUIAIS

Durante o primeiro centenário do Metodismo no Rio Grande do Sul, (1885-1985) funcionaram, em diferentes períodos, trinta e três escolas paroquiais.

Nas atas da Primeira conferência Anual Sul Brasileira, realizada em Agosto de 1910, no relatório da Junta de Educação, encontramos as seguintes informações relativas as escolas Metodistas :

Colégios                              Instrutores                  Alunos
Colég.Americano nº1…….10……………………..63..
Colég.Americano nº2……..4…………………….182..
Colég.Americano nº3……..1………………………17..
Colég.União…………………11…………………….196..
Esc.Igreja de Cachoeira…..3……………………..70..
Esc.Igreja de Cruz Alta……4……………………..41..

Recomendações:

 

2º Que as moças já preparadas pelo Colégio Americano, sejam chamadas a dirigir escolas paroquiais, onde o sustento for garantido e os pastores se responsabilizem pela mesma.

 

3º Que o Colégio União, de Uruguaiana, seja adotado pela Conferencia Anual.

 

4º Que os pastores prestem a maior atenção à abertura de escolas paroquiais.

 

No relatório da Junta de Educação do ano de 1911 aparecem mais a seguintes escolas paroquiais:

 

Escola Alfômega – Alegrete

 

Escola Paroquial – Cachoeira

 

Escola Paroquial – Arroio do Só

 

E mais as seguintes  “Aulas Noturnas” para atendimento de jovens e adultos.

 

Da Igreja Institucional

 

Da Igreja de Cruz Alta

 

Da Igreja de Cachoeira

 

Da Igreja de Alegrete

 

No ano de 1914 surgem mais duas escolas paroquiais, sendo uma na Igreja dos Valos, circuito de Cruz Alta, e outra na Igreja de Santana do Livramento.

 

Na Conferência Anual Sul Brasileira, reunida em Porto Alegre, de 1 a 6 de setembro de 1915, foram tomadas as seguintes decisões relativamente aos colégios e escolas paroquiais:

 

1º Recomendamos que a Conferência tenha somente duas escolas secundárias, o Colégio União, em Uruguaiana para o sexo masculino, e o Colégio Americano em Porto Alegre, para o sexo feminino.  Fora destes colégios nenhuma escola pode intentar instrução secundária.

2º Recomendamos que hajam escolas paroquiais para o ensino primário em todos os cargos onde for possível sustentá-las e achar pessoas competentes, membros das nossas igrejas, para dirigi-las; com tanto que nem os pastores, em plena conexão com a nossa Conferência, nem suas esposas, possam perceber emolumento algum desses colégios.

 

3º Que seja reconhecida como escola paroquial, como estando em bases sólidas quanto ao seu sustento, a da Igreja Institucional de Porto Alegre, que prestará obediência e contas ao Concílio Missionário das Senhoras.

 

4º Que sejam reconhecidas como escolas paroquiais as de Cachoeira, Santana, Alegrete e Cruz Alta, contanto que a Conferência não fique responsável por qualquer dívida ou outra obrigação passada.  Cada uma dessas escolas será regida por um professor ou professora a quem não se pagará mais de cento e cinqüenta mil reis mensais.

 

5º Recomendamos que estas escolas relatem trimestralmente à Junta de Educação, sobre a receita e despesa das escolas.

Deve-se fazer relatório minucioso à Conferência Distrital do distrito em que são situadas as ditas escolas.  A Conferência Distrital terá uma comissão, da qual o presbítero presidente será o presidente, para investigar da condição das escolas paroquiais e tomar conhecimento dos lugares onde pode se estabelecer novas escolas; recomendando a supressão de escolas onde não podem ser sustentadas   como acima estatuído, bem como os lugares onde há mais urgente necessidade de abrir novas.”

 

Essa ênfase em escolas paroquiais era decorrente da:

 

1.Escassez de escolas públicas, geralmente com limitação de alunos;

  1. Escolas particulares dirigidas por padres ou freiras, não eram simpatizantes de elementos relacionados com “protestantes”;

 

  1. Prover educação aos filhos de famílias da Igreja,bem como abrir oportunidade para outras crianças que do contrário não teriam acesso a educação.

 

Para se ter uma idéia do envolvimento da Igreja nas escolas paroquiais transcrevemos a seguir o relato feito pelo Rev. Eduardo Mena Barreto Jaime em sua História do Metodismo no Rio Grande do Sul: “Notável  era o relatório de Miss Zula Terry, orientadora das escolas paroquiais do distrito de Caxias , relativo a 1926.  A Escola da igreja de Gramado – 16 alunos: a de Monte Negro – 15 alunos: a de Nova Vicentina – 20 alunos, e a de Garibaldi – l5 alunos.  A Escola diária de Caxias do Sul tinha 36 alunos e 2 professoras.  Havia estudo bíblico e aula de inglês.  Era sem dúvida um nobre esforço, visto que as referidas escolas estavam instaladas na zona colonial do Estado, onde mais dominava o fanatismo.”

 

Com a organização do Ministério da Educação e Saúde no governo de Getúlio Vargas o ensino público tomou grande impulso, aumentando o número de escolas e o número de vagas, diminuindo dessa forma, em parte, a necessidade de estabelecimento de escolas paroquiais por parte da Igreja.  Com o advento da legislação trabalhista começou a tornar-se mais dispendiosa e mais problemática a manutenção de escolas paroquiais, tendo algumas escolas enfrentado problemas nessa área.  Tanto assim que, por ocasião do 12º Concílio Regional da Região Eclesiástica do Sul, realizado em Uruguaiana , em novembro de 1941, foi apresentada a seguinte moção: “Lembramos a este Concílio o inconveniente que há quanto ao funcionamento de escolas particulares na região, em prédios de propriedade da Igreja ou mesmo alugados, dirigidos ou atendidos, ao todo ou em parte, por qualquer pastor metodista ou pessoa a ele submetida.  E recomendamos que, o Gabinete Episcopal, de modo algum, permita o funcionamento de tais escolas em tais condições.  A esta moção, Otília de O. Chaves propõe e é aceito o seguinte substitutivo: “Proponho que não seja permitido aos pastores fundar ou dirigir escolas particulares, nem consentir no uso das propriedades da Igreja para o funcionamento de escolas particulares organizadas por qualquer pessoa da paróquia.” (Atos do 12º Concílio Regional – Região Eclesiástica do Sul- 1941, pgs, 34 e 47).

 

Como resultado dessa proposta muitas escolas paroquiais encerraram suas atividades.  No entanto algumas continuaram a existir.  Sentindo a necessidade  da continuidade das escolas paroquiais o “Concílio Distrital de Cruz Alta”, por ocasião do 15º Concílio Regional, em 1945, “pede a reconsideração da medida que declara não haver escolas paroquiais na Região Eclesiástica do Sul”.  O Concílio decide: “que as paróquias que se interessam em organizar escolas paroquiais de nível primário tratem deste assunto até a 2ª sessão do Concílio Paroquial e apresentem ao Sec. Reg. de Ed. Cristã as condições que oferecem, os planos que têm e os recursos de que dispõem para a abertura da escola, afim de que o Sec. Reg. estude os planos e apresente seu parecer a Junta Regional de  Educação Cristã no próximo Concílio Regional”.

 

Não encontramos nas Atas e Documentos dos Concílios Regionais informação quanto ao número de escolas paroquiais existentes nesse período de 1945 a 1950.  Mas há o registro de que em 1951 foi nomeada uma comissão, pelo 21º Concílio Regional, para estudar a questão do funcionamento das Escolas Paroquiais,  em face às leis trabalhistas.  Essa comissão, composta pelo Revdo. Sady Machado da Silva – Sec. Reg. de Ed. Cristã, Dr. Rui Ramos, Prof. Sebastião Gomes de Campos e Prof.José Gomes de Campos deu o seguinte parecer: ” A comissão, depois de estudar o assunto e suas implicações, concluiu que o funcionamento das escolas paroquiais em dependências da Igreja, da casa pastoral ou de qualquer próprio da Paróquia, envolve a Igreja, qualificando-a como empregadora,sujeita, portanto às Leis Trabalhistas.  Para tanto sugere aos pastores:

 

  1. Que antes de organizar a Escola, leiam o art. 32, item 2 dos Cânones da Igreja Metodista do Brasil, edição de 1950.

 

  1. Que as instalações da Escola, do ponto de vista didático, pedagógico e higiênico, estejam pelo menos ao nível dos grupos escolares da localidade.

 

  1. Que os professores para lecionar, se habilitem na forma da Lei. Os professores deverão ter curso normal ou serem habilitados pela Secretaria de Educação do Estado ou pela autoridade competente no Município.

 

  1. Que os professores e funcionários possuam Carteira Profissional do Ministério do Trabalho

 

Explicações necessárias:

 

  1. Certamente a Escola cobrará dos seus alunos uma quantia mensal, trimestral ou anual, a título de manutenção e pagamento dos professores e funcionários.

 

  1. O professor, de acordo com a Lei , deverá receber os seus salários tomando-se em conta vários elementos tais como: salário mínimo na localidade, pagamento feito pelo aluno a título de mensalidade ou anuidade e número de alunos existentes na classe. Com estes elementos calcula-se o salário aula, isto é, o quanto o professor deverá receber por aula. Depois é que se calcula o ordenado mensal.    O professor recebe os seus salários durante doze meses.  Nenhuma Escola poderá deixar de pagar os meses de férias.

 

  1. Todos os professores e funcionários obrigatoriamente devem ser contribuintes do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários. Procure a Escola o agente do Instituto da localidade, antes de pagar o primeiro ordenado ao professor ou funcionário.

 

  1. No fim de cada mês o professor ou funcionário deverá dar plena quitação à Igreja, assinando um recibo, cujo modelo segue anexo.

 

  1. Qualquer Escola que funciona fora das normas acima, não isentará a Igreja de compromissos perante as Leis Trabalhistas. Embora a escola firme um compromisso verbal, ou ajuste no momento, do salário, futuramente qualquer professor ou funcionário poderá reclamar perante a Justiça do Trabalho se os seus honorários não foram, no passado, pagos de acordo com a Lei.

 

  1. As Escolas em funcionamento ou que venham a ser criadas estão sujeitas à fiscalização da Secretaria de Educação do Estado onde a mesma estiver funcionando. Também podem estar sujeitas aos regulamentos de instrução do Município.

 

  1. Se o irmão desejar que a Comissão lhe auxilie no cálculodo salário mensal do professor, queira enviar os seguintes dados

a-    Salário mínimo vigente na localidade ( A Lei determina qual o salário mínimo que é aí pago.  O Instituto de Aposentadoria ou o seu representante informará).

b-    Qual a importância cobrada dos alunos a título de mensalidade ou de anuidade, em cada classe que está funcionando ou que venha a funcionar.

c-    Número de alunos em cada classe.

 

Para qualquer outro esclarecimento e informação, queira dirigir-se ao Secretário Regional de Educação Cristã o qual articulará a Comissão.

 

Porto Alegre, 29 de Janeiro de 1951

Observação:

 

Igrejas onde em diferentes épocas funcionaram escolas paroquiais: Porto Alegre, Bento Gonçalves, Caxias, Cruz Alta, Passo Fundo, Erechim, Carazinho, Palmeira das Missões, Ijuí, Sto Angelo, S. Borja, Itaqui, Alegrete, Quaraí, Livramento, São Gabriel, Cachoeira do Sul, Osório, Pelotas.

No corrente ano de 2000 há apenas uma escola paroquial , a “Escola Nehyta Ramos”  da Igreja Metodista de Osório. O “Instituto Rural Metodista de Alegrete” também mantém uma escola primária em convênio com a Prefeitura Municipal.

 

Pesquisa e compilação

João  Nelson  Betts

Junho de 2000

COLÉGIO AMERICANO

Colégio Americano

No ano de 1885, a Igreja Metodista de Montividéu enviou o Rev. João da Costa Correa para Porto Alegre, afim de abrir um campo missionário e dar início a uma obra educacional.  Com ele veio uma jovem professora uruguaia, Carmen Chaccon.  A 19 de outubro desse ano, em prédio alugado na Praça General Marques, iniciava suas atividades o Colégio Misto Nº 1.  Em 1910 o Conselho da Igreja Metodista Episcopal do Sul, dos Estados Unidos, concordou em aceitar a supervisão desse trabalho educacional, enviando um valioso auxílio.  Nessa época a escola passou  a denominar-se oficialmente COLÉGIO AMERICANO, como era popularmente conlhecido.

Em 1919 vieram dos Estados Unidos Miss Mary Sue Brown e Miss Sahra Stout para estudarem a situação geral do colégio.  Neste mesmo ano, com recursos recebidos do Conselho de Senhoras da Igreja Metodista dos Estados Unidos, foi adquirida uma propriedade na Av. Independência, 397, que abrigou o Colégio Americano a partir de 1921, em regime de internato e externato.

Em alguns anos esse prédio se tornou insufuciente e o já referido Conselho de Senhoras doou um auxílio para a compra de um terreno, onde com auxílio de diversos, entre os quais o de Mrs. Henry Pfeiffer em homenagem ao seu marido, foram construídos os prédios de internato, de aulas e auditório, onde até hoje funciona o Colégio.  Esses prédios foram inaugurados em 1945, sendo as plantas de autoria de Miss Mary Sue
Brown, que supervisionou pessoalmente as construções.

Também em 1945 foi fundado o Conservatório de Música, que em 1980 recebeu o nome de seu fundador, o Maestro Léo Schneider, que esteve trabalhando na escola de 1943 a 1978, ano de seu falecimento.  Atualmente o Conservatório de Música Léo Schneider é dirigido pela Professora Beatriz Sassen;

Em f948, por iniciativa das ex-alunas, foi construida a Capela do Colégio, que leva o nome de Miss Brown, homenagem a essa    inesquecivel figura da história do Colégio Americano.

O número de alunos continuou a crescer e foi necessário planejar a construção de mais um prédio para abrigar o Pré-Escolar e o Primário.  Foi feita uma campanha financeira pelo Grêmio das Ex-alunas e a pedra fundamental foi lançada no dia 19 de outubro de 1960.  O novo prédio recebeu o nome de Mary Helen Clark em homenagem á extraodinária Reitora que por 18 anos dirigiu o Americano.

Durante a gestão de Miss Clark, nos seus períodos de férias, nos anos de 1953 e 1959, ocupou o cargo de Reitora a Professora Mary Tweedie, sendo a primeira basileira a dirigir a instituição.

Em 1973 foi criado o INSTITUTO METODISTA DE EDUCAÇÃO E CULTURA – IMEC, mantenedor do Colégio Americano (Pré-Escolar, 1º e 2ºGraus) Conservatório de Música e da Faculdade de Nutrição.

Em julho de 1978 foi criada a Faculdade de Nutrição, que iniciou suas atividades no dia 14 de agosto do mesmo ano, sendo seu diretor o Rev. Otto Gustavo Otto.  Em agosto de 1989 foi criada a Faculdade de Fonoaudilogia, formando com a de Nutrição a Faculdade de Nutrição e Fonoaudiologia do IMEC.  A diretora hoje é a Professora Carolina Reshke Fulcher.

Uma escola aberta e voltada para a comunidade, o IMEC visa desenvolver uma personalidade integral em seus alunos, seguindo fielmente seu lema: EDUCAR É ENSINAR A VIVER.

27/01/95           Alba Salgado Belotto
Diretora Geral IPA-IMEC

COLÉGIO UNIÃO

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O Colégio União foi fundado por Aleixo Vurlod, natural de Lion, França. Convidado por franceses residentes na Vila de Uruguaiana,  veio para esta cidade a fim de lecionar jovens uruguaianenses.  Ele era versado em linguas, álgebra e física. Começou a lecionar a domicílio e, em 1870, iniciou sua escola que levou o nome de Colégio União.

Aaté 1908 Vurlod dirigiu sua escola acommpanhado de alguns de seus descendentes, pois casara com Tereza Ibarra, havendo vários filhos desse casamenato.

Em 1908 os missionários metodistas, bispo Walter Lambuth e rev. John Price, em entendimento com Vurlod assumiram o União, ficando Price como seu primeiro “reitor” e Vurlod na condição de diretor tesoureiro.  As filhas, que com ele lecionavam, Tereza, Luiza e Adelaide continuaram no União até por volta de 1915-1916.  Vurlod faleceu em 1910 aos 73 anos de idade.

Aliás, nesse ano de 1910 os metodistas inauguravam o primeiro prédio do colégio, situado na esquina das ruas Tiradentes e Flores da Cunha (antiga Aquidaban).

Sucederam-se na administração do Colégio União, depois de Price, diversos missionários norte americanos: José Kokot, Anderson Weaver, George Parker, H.I.Lehman, William Richard Schisler (por duas vezes) James E. Ellis e Wesley Moore Carr.

Vieram depois os brasileiros: Guilherme Milius, Pery Machado da Silveira, Waldemar Arruda, José Sucasas, Wilbur K. Smith, Jonas Antônio de Figueiredo e o também missionário estadunidense, Leonardo Williams.

Chegamos aos cem anos da escola, quando seu diretor geral é o ex-aluno Luiz Machado Stabile, que também dirigiu o União por duas vezes. Seguem-se entre 1975 e 1985, Adesses Araujo, Saul Rosa de Lima e Norton  Gilberto Prade.  Depois Celses Portugues Soares e, presentemente, Edgar Zanini Timm

Este educandário foi pioneiro na instalação de todos os cursos de 1º e de 2º graus nesta cidade, e sempre teve marcada atuação educaional nesta fronteira.  Funcionou, por muitos anos,em regime de internato e externato e, desde os idos de Vurlod, foi escola mista, para meninos e meninas.

Sua denominação, Colégio União, permaneceu até a década de 40, quando, então, passou a chamar-se INSTITUTO UNIÃO e, mais recentemente, INSTITUTO UNIÃO DE URUGUAIANA DA IGREJA METODISTA

Diversos ilustres ex-alunos, especialmente entre os metodistas, enriqueceram a galeria dos unionitas: Bispo Cesar Dacorso Filho, Bispo Sady Machado da Silva, Bispo Stanley da Silva Moraes, professora Lília Martins de Oliveira Guimarães, ministro Aldo da Silva Fagundes, general Rondon de Oliveira Guimarães, deputado Ruy Ramos, Eunice Weaver “o anjo dos leprosos”, além de tantos e tantos outros.

O União imprime em seu trabalho as diretrizes para a educação da Igreja Metodista. É adminstrado por um Conselho Diretor e uma direção geral. Conta com permanente serviço da Pastoral Escolar, do Serviço de Supervisão Escolar, bem como qualificado corpo de professores.   Tem ainda em plena atividade um Círculo de Pais e Mestreds, uma Associação Beneficente e Cultlural, que congrega os ex-alunos; uma Associação de Professores e Especialistas em Educação e um Clube de Mães.

Além do trabalho educacional propriamente dito, o União desenvolve com seus alunos diversas atividades, tais como: grêmio estudantil, práticas esportivas, com competições internas e externas, merecendo destaque a Olimpiada dos Colégios Metodistas do RS, assembléias litero-artísticas, grupos teatrais, publicação de jornais e revistas, tudo  concorrendo para a melhor formação dos seus alunos.

Atualmente o União conta com os seguintes cursos: Jardim da Infância e Pré-Escola, Curriculo por Atividades (1ª a 4ª série), 1º Grau completo, 2º Grau (Curso da Lei   nº 7044) e Magistério, com formação de professores da 1ª a 4ª série.

Luiz M. Stabile – 07-02-1995

INSTITUTO  EDUCACIONAL

Colégio IE

O Instituto Educacional de Passo Fundo que, até o ano de 1942, era conhecido como INSTITUTO GINASIAL, registra como sua data de fundação o dia 15 de março de 1919, muito embora as aulas só tenham se iniciado em março do ano seguinte  Teve como sede um pavilhão de madeira no terreno atrás do templo da Igreja Metodista. Foi fundador o Rev. Jerônimo Daniel.

Em dezembro de 1919 a Câmara Municipal de Passo Fundo ofereceu à Igreja Metodista a antiga Praça Boa Vista, situada no Boqueirão, afim de ali ser instalado um colégio modelo para a educação da juventude

O número de alunos em 1920 excedeu as expectativas e mesmo a capacidade do pavilhão atrás do templo, sendo necessário dividir o colégio em duas secçoes. Para tanto a igreja adquiriu, por compra, propriedade à rua Paisandú, fundos da Praça Boa Vista, para alí transferir a secção dos meninos, continuando a das meninas no pavilhao da igreja.

Foi na administração do Rev.Daniel Lander Betts (1921-1924) que, com ofertas de alunos metodistas da “Universidade de Texas”, se construiram os dois primeiros prédios: o “Prédio Texas” com onze salas de aula, duas para “Administração e Secretaria”, uma “Biblioteca” e um “Auditório”.  e o “Prédio Daniel” para internato masculino,situado na Rua Paisandú, esquina com a rua Cel. Miranda, com capacidade para 50 alunos internos e residência do diretor do internato.

Num dos primeiros prospectos do Instituto Educacional encontramos a seguinte declaração quanto a finalidade da instituição:  “O fim da fundação do Instituto Ginasial é dar à mocidsde uma instrução sólida, acompanhada dos mellhores meios para desenvolver as faculades intelectuais, morais e físicas dos alunos, segundo princípios cristãos, mantendo-os num ambiente de altos ideais de patriotismo, lealdade, honestidade, obediência às autoridades e amor à verdade, procurando colocá-los em meios que lhes proporcionem um crescimento normal, separdos, tanto quanto possível, das másinfluências e das más companhias.”

O lema da escola, escolhido pelos seus fundadores é: “Disciplina Praesidium Civitatis”, que traduzido quer dizer: “A DISCIPLINA É A GARANTIA DA CIVILIZAÇÃO“.

A influência do I.E. na vida de seus alunos se fez evidente no encontro de Ex-Alunos, realizado em abril de 1994, quando cerca de oitocentos se fizeram presentes.  Entre os quais ilustres personalidades, como prefeitos  de  seis municípios, incluindo o de Passo Fundo, políticos de renome municipal, estadual e federal, juizes e profissionais liberais das mais diversas áreas.

Dedicaram seus dons e talentos como diretores do Instituto Educacional, neste seu primeiro centenário, ,leigos e pastores.  A seguir seus nomes e periodo de serviço:

Rev. Jeronimo Walter Daniel…..1919 – 1920
Rev. Daniel Lander Betts……..1921 – 1924
Prof. Charles Marshal……….1925 – 1926
Rev. Daniel Lander Betts……..1927 – 1928
Prof. Eugene Chesson…………1929 – 1932
Prof. William Richard Schisler..1933 – 1934
Rev. José Pedro Pinheiro……..1935
Prof. William Richard Schisler..1936 – 1943
Prof. Aurélio do Amaral………1944 – 1945
Prof. William Richard Schisler..1946 – 1951
Rev. Daniel Lander Betts……..1952
Prof. William Richard Schisler..1953 – 1957
Rev. Sady Machado da Silva……1958 – 1959
Rev. Clori Trindade de Oliveira.1960 – 1963
Prof. Eduardo Gustavo Otto……1964 – 1974
Rev. Prócoro Velsques Filho…..1975 – 1978
Prof. Elmo Farias de Albernaz…1979 – 1985
Prof. Adesses Araújo…………1986 – 1989
Prof. Thalito Fauth Mendonça….1990
Rev. Cesar da Silva Camargo…..1991 – 1995

Dentre os diretores destacamos o Prof. William Richard Schisler e sua esposa Dona Frances, que serviram ao IE de 1930 a 1957, ano de sua aposentadoria, com alguns intervalos  para atender solicitações da Junta de Missões da Igreja Metodista dos Estados Unidos, que os enviara como missionários para servir no Brasil.

(Compilação de dados fornecidos pela Coordenação de Eventos  do I.E., por João Nelson Betts – 17-02-1995)

COLÉGIO CENTENÁRIO

Colégio Centenário

A 27 de março de 1922, em Santa Maria, no coração do Rio Grande do Sul, é fundado o COLÉGIO CENTENÁRIO, sob a direção de duas missionárias da Igreja Metodista Episcopal do Sul, vindas dos Estados Unidos: Miss Eunice F. Andrew -diretora, e Miss Louise Best – vice diretora.

A 7 de setembro do mesmo ano é lançada a pedra fundamental do seu prédio principal, que leva o nome de sua primeira diretora.  Os recursos para a construção vieram como parte das clebrações do Centenário das Missões Metodistas dos Estados Unidos; esforço particular das Sociedades Metodistas de Senhoras daquele país.

A coincidência do Centenário das Missões Metodistas dos Estados Unidos e do Centenário da Independência do Brasil, deu origem ao nome do colégio: COLÉGIO CENTENÁRIO.

Coube à primeira turma de formandas escolher o lema do colégio:“Educar a mente a pensar, o corpo a agir e o coração a sentir”.

No seu primeiro aniversário, as alunas ornamentaram as mesas do internato com ramos verdes, ficando um ambiente bonito, dando origem às cores do colégio: Brando e Verde -Pureza e Esperança.

O Colégio Centenário distinguiu-se sempre pela ousadia de seus métodos de ensino, acelerando o seu rítimo de progresso.

Através desses anos o Centenário manteve Jardim da Infância, Curso Primário, Admissão, Ginasial, Secundário, Normal, Madureza, Auxiliar de Escritório, Auxiliar de Laboratório de Análse Química, Classe Especial para Crianças Excepcionais.  Atendendo sempre aos reclamnos da comunidade e da época, como faz até hoje.

O seu rítimo de progresso é atestado, também, pela construção de seus prédios:

7/9/22  –  Pedra fundamental do primeiro prédio: “Prédio  Eunice F. Andrew.  Abriga a administação, pensionato e refeitório

1942  – Edifício  “10 de Novembro”, data natalícia de Miss Best; onde se encontram as salas de aulas do 1º Grau, auditório e laboratórios de química e biologia.

1951 – Edifício “Elisabeth Lee”, local das salas de aula do2º Grau, bibliotéca e sala de projeções.

1960 – Construção da “Capela Branca Lopes da Rosa”

1972 – Edifíco “Herta Puhlmann Chagas”, para o Pré-Escolar, alunos de 3 a 6 anos de idade.

Além dos programs culturais, cívicos e religiosos, o colégio tem se destacado no esporte, através das Olimpíadas Metodistas, e competições entre outras escolas.  O Centenário foi píoneiro, em Santa Maria, no jogo de basquete feminino.  Tem destaque, também, o Côro Infanto-Juvenil, com partiacipação nos programas do colégio bem como, em ocasiões especiais, em celebraçõs na cidade e até mesmo no Estado.

Na administração do Centenário, como diretoras, nomeia-se:

Miss Eunice F. Andrew……….1922 – 1936
Miss Louise Best……………1937 – 1957
Miss Florence Ruth Ford……..1958 – 1962
Profa. Nely M. Gaspary………1963 – 1965
Profa, Herta Pulmann Chagas….1966 – 1980
Profa. Leonina F. Oliveira…..1981 – 1989
Profa. Cléo Wollenhaupt……..1989 – 1990
Rev. Carlos Nunes Bueno……..1990 – 1992
Profa. Elizabeth Sousa Coelho..1993 – …….

Para uma visão da inflluência educativa do ColégioCentenário, nada mellhor que a lelitura do qlue escreve a Profa. Carlinda Schuller Liebling em seu livro: “Centenário – Uma História Escrita Com Amor e Por Amor”.

Eis o que escreveu Maria Aldina Silveira Furtado, aluna de 1937 a 1942 e professora de 1943 a 1963, do Colégio Centenário, em sua autobiografia:

“Muitas escolas poderiam transmitir-me conhecimento e dar-me um diploma, mas, o Centenário fez muito mais!  Em cada aula ministrada, havia algo forte e inquebranatável: a certesa de Alguem Maior que permanece firme quando tudo mais falha.  Essa certeza tem norteado minha vida e meus princípios e desensvolveu em mim um espírito de tenacidade que luta até o fim, em defesa do que é certo e justo, do que vale a pena e não perece.

Ensinou-me a ter fé em mim mesma e nos outros, sabendo que todos tem algo de bom, que se desenvolve quando nelas acreditamos e quando se sentem incentivadas e valorizadas.

Ao lado do espírito de luta, deu-me o espírito de humildade que sabe c eder sem sentir-se vencido, quando reconhece a razão e a verdade do outro.  O Centenário deu-me visão do Amor Universal.!”

(Compilado de dados fornecidos pela Direção do Colégio Centenário em 13 de fevereiro de 1995)
João Nelson Betts

INSTITUTO PORTO ALEGRE

Colégio IPAEm 1923 a Igreja Metodista fundou o “Porto Alegre College”, um estabeleci-mento de ensino com a finalidade de proporcionar à mocidade brasileira o desenvolvimento intelectual, físico, moral e espiritual sob influência cristã.

 

“Porto Alegre College”, hoje INSTITUTO PORTO ALE-GRE DA IGREJA METO-DISTA (IPA), iniciou suas aulas em fevereiro daquele ano num edifício alugado, na rua Marechal Floriano, 79, tendo como seu primeiro reitor o Rev. J.R. Saunders. Dos seus primeiros vinte e quatro alunos quatro eram aspirantes ao ministério pas-toral da Igreja Metodista.

 

Em 1924 foram inaugurados, no morro Petrópolis, os dois edifícios principais, o do internato e do externato, que foram as primeiras construções feitas nos terrenos do estabelecimento.

 

Os cursos oferecidos no início foram: primário, ginasial e bíblico. No ano de 1927 foi iniciado o Curso Comercial, transformado em 1935 em Escola do Comércio, e mais tardeem Curso Superior do Comércio.

 

A Escola Bíblica, em 1928, foi elevada a categoria de Faculdade de Teologia.  Em 1938 a mesma deixa de funcionar no IPA, unindo-se à sua conge-nere do Instituto Grambery em Juiz de Fora, MG, para formar a Faculdade de Teologia da Igreja Metodista do Brasil, com sede em Rudge Ramos, SBC, SP.

 

Em 1967 deu-se a abertura de matrículas para moças em todos os seus cursos (desde que só as havia nos cursos Primário e Técnico de Contabil-idade); o Ginásio passou a ser orientado para o trabalho (GOT), iniciou-se o Colégio Profissio-nalizante. O Curso Comercial passou a funcionar em três turnos, manhã, tarde e noite.

 

Em 1971 o IPA ingressou no ensino superior com a Escola de Educação Física, a qual já formou centenas de professores e técnicos desportivos que prestam inestimáveis serviços, espalhados por toda a Região Sul do Brasil.

 

Em 1972, foi iniciada a campanha de Construção da Piscina Térmica, dotando o IPA de um exce-lente edifício de três andares, com sauna, salas de estética, salas de fisioterapia, lancheria e outros, visando o conforto de seus usuários.

 

Desde 1980 funcionam dois novos cursos superi-ores: o de Fisioterapia e o de Terapia Ocupaci-onal, que estão em pleno funcionamento e que, juntamente com o de Educação Física, compõe a Faculdade de Ciências da Saúde do Instituto Porto Alegre.

 

O licenciado em Educação Física é habilitado a exercer sua função prioritariamente na pré-escola, 1°, 2º e 3º graus, atuando ainda em academias, clubes, hospitais, empresas, praças, etc.

 

O bacharel em Fisioterapia tem a atribuição de preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade do orgão, sistema ou função do paci-ente, estando habilitado para atuar em centros de reabilitação, hospitais, clínicas psiquiátricas, esco-las para deficientes fisicos, etc.

 

O bacharel em Terapia Ocupacional visa capacitar o profissional para conhecer a evolução histórica da assistência à saúde, ajudando-o a conhecer-se e conhecer o outro através de atividades, utilizando a compreensão da linguagem, da ação e da ex-pressão para comunicar-se com o paciente.

 

(Dados fornecidos pela Direção do Ipa – 11/02/95)

 

IPA – IMEC – INTEGRAÇÃO

 

Em 1998 iniciou-se a implantação do Projeto de Integração do IPA e do IMEC, por decisão do

XXVII Concílio Regional da Segunda Região Ecle-siástica.

 

Unificou-se o Conselho Diretor e foi criada uma Diretoria Geral única. Teve início a unificação dos cursos de 3° Graus do IPA e do IMEC, também com direção única, atualmente exercida pela Profa. Carolina Reschke Fulcher. Até o concurso vesti-bular das duas escolas foi unificado.

Em dezembro de 1994 o Ministério da Educação aprovou o Regimento Unificado das Faculdades de Nutrição e Fonoaudiologia do IMEC e da Facul-dade de Ciências da Saúde do IPA, criando assim a FEDERAÇAO DE FACULDADES METODISTAS DO SUL.

IPA e IMEC afirmam que a Confessionalidade tem que se refletir na qualidade do aluno e dos profis-sionais que forma, com capacidade técnica e polí-tica, para que entrem no mercado de trabalho e contribuam para a transformação da realidade, a valorização da vida e a participação na criação de uma nova sociedade.

IPA e IMEC caminham para este novo ano em que se comemora os 110 anos do IMEC COLÉGIO AMERICANO, juntamente com os 110 anos do Metodismo no Rio Grande do Sul, com fé e espe-rança. Sabemos que dentro do contexto educa-cional do País enfrentamos incertezas e riscos. Entretanto, a obra não é nossa. Confiamos no Senhor da história que tem conduzido estas insti-tuições de ensino e trabalhamos agradecidos porque “ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR !“

27/01/95

Alba Salgado Belotto
Diretora Geral do IPA-IMEC

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